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Fórum das Américas debate futuro do enoturismo em SP

Com presença do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, evento reuniu representantes de dez países e abriu a cobertura do setor que movimentará US$ 138 bi até 2033.

14 de agosto de 2026
Fórum das Américas debate futuro do enoturismo em SP

São Paulo se transformou nesta quinta-feira (13) como capital institucional do turismo enogastronômico no continente, ao sediar o I Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas. O encontro reuniu autoridades internacionais, ministros, secretários de Estado, investidores e produtores na capital paulista, e marca a abertura de uma cobertura especial dedicada aos rumos desse mercado nas Américas. A realização é da Revista Adega, em colaboração com a ONU Turismo, com patrocínio da Prefeitura de São Paulo e coprodução do INSTITUR.

A solenidade de abertura teve forte respaldo do Governo Federal. O Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, classificou o segmento como estratégico para sustentar os recordes do turismo brasileiro. "O enoturismo e a gastronomia traduzem a identidade do nosso país, fortalecem o produtor local e motivam o turista a vivenciar os destinos por mais tempo", disse. "O Brasil vive um momento histórico, impulsionado por marcas inéditas como os 5,26 milhões de turistas internacionais no primeiro semestre de 2026 e a receita recorde de R$ 28,7 bilhões no período. Apoiar este fórum é dar ferramentas aos gestores e empreendedores para transformar a excelência dos nossos vinhos e sabores em desenvolvimento, emprego e renda."

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Os números apresentados pelo ministro confirmam a aceleração da atividade no país. Os 5,26 milhões de turistas estrangeiros recebidos no primeiro semestre de 2026 consolidam o segundo melhor semestre da história, atrás apenas do recorde de 9,2 milhões de chegadas em 2025. Os gastos de estrangeiros cresceram 13% no período, ante o mesmo intervalo do ano anterior — no consolidado de 2025, a receita já havia atingido o pico histórico de R$ 41,5 bilhões. O transporte aéreo doméstico também bateu recorde, com 50,2 milhões de passageiros transportados no primeiro semestre deste ano, enquanto o setor turístico como um todo alcançou a marca de 2,4 milhões de empregos formais em junho.

O potencial do segmento no cenário internacional foi outro destaque do fórum. Estudos da Persistent Market Research projetam que o mercado global de enoturismo chegará a US$ 138,4 bilhões até 2033, com crescimento anual de 13%. Nesse contexto, delegações oficiais de dez países — entre eles Argentina, Chile, Uruguai, Peru, Paraguai e México — avançaram durante o evento na construção de políticas públicas integradas e de rotas transfronteiriças. O encontro também serviu de palco para o lançamento de duas publicações de referência: o Guia Adega de Rotas de Vinhos das Américas e o manual de Boas Práticas no Turismo Gastronômico, este último editado em parceria entre a ONU Turismo e o Ministério do Turismo.

Na abertura do painel, Christian Burgos, CEO da Adegam destacou que a organização do fórum ocorreu em apenas 25 dias, fruto da percepção de uma oportunidade de unir iniciativa pública e privada em torno do enoturismo. O executivo reconheceu que a entidade não atua como especialista técnica no tema, mas ressaltou que o papel do evento é justamente criar conexões estratégicas entre o ecossistema do vinho e o mercado turístico.

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